O resultado das últimas corridas não foram polêmicos o suficiente, e a corrida final ainda nem começou, mas já gera o maior debate dentro do Campeonato F1Team de Kart até então. O vice-líder Jota está lesionado e não pode competir por um mês e a decisão está marcada para esta quinta-feira (16). Ele entrou na FIA com um pedido de uma corrida-extra para decidir o campeonato em janeiro, quando já estiver recuperado. No entanto, o líder Mário Victor não concordou com a proposta e quer a decisão nesta quinta com ou sem a participação do rival.
Jota iniciou a semana com um discurso de quem tava admitindo uma derrota, mas já sugerindo a citada proposta. “[…] mais tenho que saber perder. MV [Mário Victor] é campeão do trimestre, a não ser que ele decida invalidar a corrida e esperar pra decidir na pista”, disse. A resposta de MV foi enfática ao dizer que merece o título. Ele aproveitou já para agradecer a quem o ajudou. “Só tenho uma coisa para dizer. Trabalhei duro durante o campeonato e fui evoluindo como consequência disso. O título só vem para honrar quem o mereceu!”, declarou.
“Obrigado a todos, especialmente a meus pais, que sempre acreditaram e sonharam junto comigo. Sorte é o encontro da oportunidade com a capacidade. Quem não está capacitado não poderá aproveitar as oportunidades!", completou parodiando sua mãe com uma frase de efeito. Jota se defendeu, afirmando que tem o desejo apenas de discutir o que seria melhor para o campeonato e reforçou que foi a sorte que colocou seu rival na liderança.
Alheios à briga pelo título, os outros pilotos ficaram confusos em que decisão apoiar: se decidem o campeonato nesta quinta ou se adiam a corrida final para janeiro, quando todos puderem participar. Geraldo Lélis ora se posicionou a favor de Mário, depois se colocou exatamente em cima do muro e na última declaração pendeu um pouco para o lado de Jota. “[…] eu confesso que fico indeciso sobre que decisão opinar. Por isso, jogo a bomba na mão de MV, pois acho que ele, como líder do campeonato, deve decidir se quer ganhar em dezembro ou em janeiro”, afirmou.
Posteriormente, veio o maior exemplo de confusão na cabeça de Geraldo. “É claro que seria justo que o campeão saísse depois de uma disputa na pista, mas acidentes acontecem, e não é muito justo que remarque outra data para definir o título. Por isso, estou indeciso”, comentou. O coro de indecisão de Lélis foi reforçado por Paulo Feijó. “Na minha opinião, pode marcar a final para qualquer dia. Sou um piloto profissional e não escolho data nem local para superar meus adversários”, disse.
Já no fim da terça-feira, Lélis resolveu mudar de opinião. “É melhor ir pra corrida extra mesmo, porque decide com todos correndo. Mas ai já institui a primeira regra para o ano que vem: ‘quem não puder correr vai deixar de ganhar os pontos’. Como acontece em categorias menores, como a F1”.
Porém, apesar de tanta discussão, nada ainda foi decidido, e o blog está acompanhando tudo direto da sede da FIA para informar a decisão em primeira mão.